PROTOCOLO DA ABRAH – PANDEMIA COVID-19

23 de março de 2020

 

 

             PROTOCOLO DA ABRAH – PANDEMIA COVID-19

 

 

A ABRAH não autoriza a vinculação desse material pelas mídias sociais por ser um conteúdo restrito aos professores e alunos dessa instituição

 

 

O grupo de pesquisas da ABRAH – Associação Brasileira de Reciclagem e Assistência em Homeopatia, reunido em 21/03/2020 via videoconferência com representantes do Rio de Janeiro e de São Paulo, discutiu os principais pontos relacionados à atual pandemia do COVID – 19, baseando-se no entendimento do modelo dos Sistemas Complexos de Carillo na Homeopatia Clássica Sistêmica.

Introdução: No final de 2019, o novo Coronavírus foi nomeado como SARS-CoV-2, sendo este, o agente causador de uma série de casos de pneumonia na cidade de Wuhan (China). Sabe-se que é um vírus com alta transmissibilidade (virulência) e provoca quadros que vão desde assintomáticos ou com síndrome respiratória leve – cerca de 80% – até casos muito graves com insuficiência respiratória – entre 5 a 10% Sua letalidade varia, principalmente, conforme a faixa etária e comorbidades. Idade média dos pacientes acometidos segundo estudo Chinês é de 47 anos, sendo que 0,9% dos pacientes tinham menos de 15 anos (provavelmente a incidência nesta faixa etária está subestimada devido aos casos assintomáticos).

Os principais sintomas segundo esse mesmo estudo são:

– Febre que apareceu em 43,8% dos pacientes na admissão, mas evoluiu em 88,7% durante a internação

– Tosse em 67,8% dos casos

– Náusea ou vômito (5,0%) e diarréia (3,8%)

Um outro artigo do Jama descreve como principais sintomas: febre (72%), tosse (83%), dor de garganta (61%), rinorréia pouco frequente, mialgia e fadiga.

 

Na teoria Clássica da Homeopatia, Hahnemann na classificação de doenças, descreve dois tipos de doenças coletivas: uma de caráter esporádico e outra de caráter epidêmico.

As esporádicas teriam a característica de acometer um número limitado de pessoas e seriam desencadeadas por agentes maléficos ou influências meteorológicas.

O autor se refere a doenças sazonais como resfriados e gripes.

As doenças coletivas de caráter epidêmico costumam ser contagiosas, febris, terminando por resolução espontânea ou óbito.

Não dependem da doença crônica e não beneficiam o organismo, podendo deixar sequelas.

 

 

 

São passíveis de tratamento pela lei dos semelhantes, segundo os conceitos de Gênio Epidêmico (conjunto de sintomas frequentes em uma mesma população acometida por uma epidemia) e Gênio Medicamentoso (medicamento que cobre a totalidade sintomática do gênio epidêmico).

 

No entendimento da Homeopatia Clássica Sistêmica idealizada pelo Prof. Dr. Romeu Carillo Junior, as doenças epidêmicas são classificadas como Instabilidade de origem Mista, que teriam como origem:

  • Imaturidade natural do sistema
  • Deficiências de relações entre diferentes níveis e padrões de organização.

Como podemos observar nitidamente, a epidemia deste coronavírus apresenta um predomínio pelo padrão de organização temperamental biliar e atrabiliar, isto é, segundo características fisiológicas relacionadas ao metabolismo celular e capacidade de defesa – correspondente respectivamente a faixa etária acima de 25 e 80 anos.

Devido à grande variedade de manifestações clínicas no COVID – 19, além do Gênio Medicamentoso, optamos por ampliar a abordagem homeopática, definindo alguns medicamentos circunstanciais, que contemplam os principais sintomas agudos, nas diferentes fases da doença e devidamente modalizados.

Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo discutir a Pandemia do Covid-19 sob a ótica da Homeopatia Clássica Sistêmica e propor um Gênio Medicamentoso e sugerir medicamentos circunstanciais que abranjam o tratamento do quadro agudo.

 

Material e Método: Levantamento bibliográfico sobre a pandemia do Covid-19 nas plataformas digitais das principais revistas médicas e revisão teórica do conceito de doença na visão da homeopatia clássica sistêmica e seu fluxograma de tratamento.

 

Discussão: A Homeopatia está apoiada em dois pilares: a possibilidade de substâncias alterarem o estado de saúde e a capacidade de cura através da aplicação dessas substâncias segundo a semelhança encontrada com o estado de doença.

Entende-se como medicamento homeopático toda aquela substância que produz alterações da saúde, isto é, alteração dos processos fisiológicos, uma vez que estes, em perfeita função, mantém o indivíduo em equilíbrio e, portanto, saudável .

Estas alterações da saúde se manifestam por sintomas.

Esta propriedade é que torna possível a terapêutica homeopática.

Na concepção da homeopatia clássica sistêmica, a terapêutica homeopática é cognitiva, alterando o estado de saúde, promove o movimento da autorregulação e consequentemente o retorno ao estado de saúde.

Nessa mesma concepção, o padrão de organização temperamental é uma condição importante para o entendimento do processo de saúde e doença do individuo.

Na Covid-19 os principais temperamentos acometidos são o biliar e o atrabiliar.

O temperamento linfático (alta plasticidade e sistema imunitário em desenvolvimento) parece ter algum fator “protetor” relacionado à instalação desse vírus.

Alguns trabalhos sugerem que na criança haveria menor quantidade de receptores da enzima conversora de angiotensina que faz essa ligação com o vírus.

Outro fator seria que nessa faixa etária, por estarem mais frequentemente expostas às infecções virais, o sistema imunológico estaria mais apto a acionar mecanismos de defesa para debelar o vírus.

 

 

No temperamento biliar e atrabiliar, nos indivíduos com hipersuprarenalismo funcional (hipertensos, diabéticos) a presença do vírus age como gatilho de estado inflamatório extremo

 

 

com intensa hemofagocitose no sistema mononuclear fagocitário notadamente hepático. A vulnerabilidade desse sistema resulta em quadros febris inespecíficos, citopenia e comprometimento pulmonar (teoria imunológica do tuberculinismo desenvolvida por Carillo*).

 

Gênio Medicamentoso:

Diante dessas análises será proposto como Gênio Medicamentoso como descrito por Hahnemann para a pandemia provocada pelo covid-19, o medicamento homeopático China officinalis, segundo patogenesia (estudo fisiopatológico experimental em humano) que será descrita a seguir.

A posologia recomendada da China officinalis 6 CH líquido – 6 gotas 1 vez ao dia por no máximo 6 meses

 

Levantamento de algumas Matérias Médicas de China officinalis

  • MM Kent

Respiração difícil, sacudindo e enchendo o peito de muco; asma. “Pressão no peito, a partir de violenta corrida de sangue; palpitações violentas, espadas sangrentas, prostração súbita”. Tosse seca e sufocante à noite; suores noturnos profusos. Dor no peito, aumentando a sensibilidade ao frio, calor e vermelhidão do rosto com as mãos frias.

  • MM Boericke

Respiratório

Gripe, com debilidade. Não consegue respirar com a cabeça baixa. Respiração lenta e trabalhosa; asfixia constante. Catarro sufocativo; violenta, tosse seca após cada refeição. Hemorragia de pulmões. Dispneia, dor aguda no pulmão esquerdo. Asma; pior clima no úmido.

  • MM Clark

Órgãos respiratórios

Rouquidão, fala indistinta e voz baixa ao cantar, em consequência do muco difícil de se destacar da laringe. – Tiroteios e raspagens na laringe. – Sensação de dor na laringe e traquéia. – Tosse curta e seca, como se fosse produzida pelo vapor de enxofre, pela manhã, depois de subir. – Tosse noturna sufocante, com dores no peito e nas omoplatas, para extorquir gritos. – A tosse está agg. à noite, ou depois da meia-noite de rir; de continuar falando; de deitar com a cabeça baixa, tocando levemente a laringe; de uma corrente de ar, depois de acordar; da perda de fluidos. – Tosse, com expectoração difícil de muco viscoso de cor clara, choques dolorosos nas omoplatas e vômitos de tosse convulsiva, às vezes até com tendência a vomitar. – Tosse, provocada por rir, beber, comer, falar e respirar profundamente, bem como pelo movimento. – Expectoração de muco esbranquiçado, misturado com partículas enegrecidas. – Supuração dos pulmões, após hemoptise (ou venoses freqüentes) com pontos no peito que são agg. por pressão. – Ao tossir, a expectoração estava manchada de sangue. – Expectoração de matéria purulenta na tosse. – Durante a pressão da tosse no peito e dores por escoriações na laringe. – Espasmo da glote.

 

Chest – Peito

Respiração, chiado, choro, chocalho, tenso, oprimido e doloroso. – Inspiração difícil e vencimento rápido. – Inclinação para respirar fundo. – Dificuldade de respiração e grande opressão no peito, com angústia excessiva, como se estivesse com estômago cheio, ou como se estivesse excitado por uma conversa muito longa. – Acessos de asfixia por muco na laringe, esp. à noite e à noite ao acordar. – Respiração difícil, e possível apenas quando deitado com a cabeça muito alta. – respiração ofegante e gemendo. – Respiração difícil, barulhenta e estereotipada, com baforadas, soprando nas bochechas. – Respiração curta e rápida. – Pressão no peito, às vezes a partir de um corpo rígido, esp. no esterno e após uma refeição. – pontos no peito; diafragma. – Tosse noturna sufocante, com pontos no peito. – Tiros no peito, tosse e respiração. – Tosse, com dor na laringe e no esterno. – pontos no lado; com grande calor, pulso forte e duro e firmeza de aparência. – Grande congestão no peito e palpitações violentas do coração.

  • MM Hering

Laringe

Voz rouca profunda por muco aderente. Sensação dolorida na laringe e traquéia. Gripe com debilidade, perda de apetite, calor sem sede.

Respiração

Asma, parece que está morrendo; pior outono, tempo chuvoso ou após o esgotamento. Não consegue respirar com a cabeça baixa. Chiado, assobiando inspiração, cantando, chocalhando, oprimido e doloroso. Opressão do peito; também à noite, deitado. Ataques noturnos sufocantes; tosse espasmódica. Catarro sufocante e paralisia de pulmões de pessoas idosas. Chocalhar no peito; sons altos pelo nariz. Inspiração lenta, difícil; expiração rápida, soprando, curta. Edema glote. Opressão do peito, como plenitude do estômago; também continuou falando. Respiro frio.

Tosse

Com dor na laringe e no esterno; com dor em toda a cavidade do peito. Tosse causando corte no abdome inferior esquerdo; expectoração difícil, preto. Tosse com expectoração granular durante o dia ou a noite, nenhuma noite ou manhã. Tosse noturna seca, espasmódica ou sufocante, a partir de vapor de enxofre, com vômito bilioso. Tosse primeiro oco, seco e doloroso, depois expectoração sangrenta. Tosse pior: deitado com a cabeça baixa ou no lado esquerdo; em movimento; respire fundo, conversando, rindo; comer, beber; tarde ou depois das 12h; tocar levemente a laringe; mínimo rascunho; perda de fluidos; depois de ser acordado.

Pulmões

Barulhos altos e grosseiros, grande debilidade, anemia; edema das pernas. Pneumonia após hemorragia, sangramento ou com sintomas biliosos; ou gangrena incipiente.

Pressão no peito a partir de violenta corrida de sangue, palpitações violentas; escarro sangrento; prostração repentina. Costura no peito direito até a axila, impede a flexão para a frente e a respiração; pontos no peito esquerdo; pontos sob esterno pior durante a respiração profunda e movimentos bruscos. Supuração de pulmões. Não pode suportar percussão ou mesmo ausculta,

 

peito tão sensível. Hemoptise com subsequente supuração dos pulmões; pontos no peito piores por leve toque.

Frio, febre e suor

Calafrio precedido por palpitações, ansiedade e fome. Frio violento interno, com mãos e pés gelados e congestão de sangue na cabeça. Frio e calor alternando à tarde. Calafrios fugitivos nas costas, tendência a suar ao encobrir. À noite na cama, ele não consegue se aquecer. Quer estar perto do fogão, mas aumenta o frio. Relaxe mais tarde ou noite; menos tempo. Calor geral, com veias distendidas. Calor do rosto, com corpo frio. Calor duradouro, que frequentemente se põe tarde após o frio. Durante o calor: sede apenas de bebida gelada; desejo de descobrir; aversão à comida; ou fome canina; dores no fígado, peito, costas, membros. Suor debilitante, noite ou manhã; profuso; parcial, frio ou abundante, com sede; gorduroso; do lado em que se encontra. Durante o suor, aumentou a sede. Revulsão do suor e, portanto, falta de suor. Calor do rosto, com corpo frio. Suor profuso, manhã e noite. Suor parcial, frio; ou, abundante, com sede; transpira facilmente, especialmente à noite durante o sono. Febre, com boca seca, lábios ardentes; vermelho, rosto, delírio; frio quando descoberto: dores nos membros. O suor do lado permanece; suar menos após as refeições. Suor suprimido. Febre agitada, suores noturnos frequentes, diarréia, palidez; pele seca, flácida; sem dormir; nervoso; fome; após doenças exaustivas, perda de líquidos, etc. Febre aguda, com suores profusos. Febre tifoide.

Sensações

Dor em todas as articulações, ossos, periósteo, como se estivesse esticada. Dores com claudicação ou fraqueza das partes afetadas. Partes únicas parecem conciliadas, entorpecidas.

Medicamentos circunstanciais:

 

No que tange à higienização e desinfecção da cavidade oral de rotina, sugerimos o uso da Calendula officinallis 2DH – 10 gotas em ½ copo de d’agua morna. Fazer bochecho cuspir e depois gargarejar 3 x ao dia.

 

Quanto à abordagem dos sintomas agudos provocados pelo covid-19, em função da grande variabilidade dos mesmos, serão propostos os seguintes medicamentos:

 

  • Ferrum phosphoricum 6 CH
  • Gelsemium 6CH
  • Justicia adhatoda 6CH
  • Senega 6CH
  • Carbo vegetabilis 6CH

 

Na posologia de 6 gotas 3 vezes ao dia até melhora sintomática.

 

Na primeira fase da doença:

  • Ferrum phosphoricum – febre vespertina, mediana, congestão nasal, dor na garganta, faringe hiperemiada, suor noturno esgotante.
  • Justicia adhatoda – febre, taquicardia, coriza copiosa com secreção fluida e irritante, anosmia, tosse sufocativa paroxística, muitos ruídos brônquicos, sem expectoração.
  • Gelsemium – febre alta, coriza e lacrimejamento ocular com pouca sede; fadiga, transtorno por ansiedade e pânico, situação comum observada nas pandemias.

 

Na fase com sintomas pulmonares:

  • Senega – fraqueza geral, tosse frequente, violenta; respiração ruidosa, acúmulo de mucosidade nos brônquios.
  • Carbo vegetabilis indicado nos casos onde se observa evolução para dispnéia com queda da saturação O2.

 

Conclusão: O estudo da pandemia do covid-19 na concepção da Homeopatia Clássica Sistêmica é uma instabilidade do sistema de origem mista, isto é, de origem coletiva e epidêmica. Essas doenças comprometem massas compactas de indivíduos e afetam o estado geral de forma mais importante. Os medicamentos homeopáticos devem corresponder aos sintomas coletivos, isto é, para cada tipo de epidemia, um tipo de medicamento, o que Hahnemann chamava de Gênio Epidêmico e Gênio Medicamentoso.

O medicamento sugerido seguindo o conceito de Gênio Medicamentoso foi a China officinalis e como medicamentos agudos o Ferrum Phosphoricum, Gelsemium, Justicia adhatoda , Senega e Carbo vegetabilis, assim como higienização e desinfecção da cavidade oral com Calendula officinallis 2 DH.

Essa teoria está calcada numa concepção de doença imaterial e do ser vivo como complexo, organizado e sistêmico, o que, necessariamente, implica na existência de uma estrutura física, que deve ser igualmente considerada.

Ainda com relação à doença, esta não é vista como um mal em si, mas como um movimento do organismo no sentido de retornar ao estado de equilíbrio perdido, sem deixar de considerar as possibilidades de provocar lesões orgânicas ou mesmo a morte. Tratar homeopaticamente, portanto, é auxiliar o processo, tornando-o mais rápido, suave e eficaz.

 

 

Participantes do Grupo de Pesquisas da ABRAH

 

Romeu Carillo Jr – In memoriam

Maria Solange Gosik

Maria Filomena Xavier Mendes

Adriana Passos Oliveira

Danielle da Silva Barbas

Domingos José Vaz do Cabo

Hristos Strastis

Isabella Sebusiani Duarte Takeuti

Leila Cristina dos Santos Mourão

Maria Luiza Delavechia

Marina Xavier da Cunha

Raquel Bruno Kalile

Renata Rodrigues Garcia Lino

William Brunelli de Souza

 

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Abrah fazendo a diferença

 

 

 

Bibliografia

 

 

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